“Eu quero tocar o foda-se, eu quero chorar, eu quero largar tudo e ser voluntária na África, eu quero sossegar e ter filhos, eu quero ser solteira e conhecer o mundo, eu quero trabalhar com meus pais, eu quero atenção, eu quero ficar sozinha, eu quero comer, eu quero emagrecer, eu quero dormir, eu quero aproveitar cada segundo dessa vida, eu quero morrer. Tudo isso em poucos segundos. Minha cabeça é um liquidificador constante e barulhento. Eu quero muito e não faço nada. Por isso ninguém me entende ou conhece de verdade. Nem eu.”
— A onça que ninguém viu.